CONSAGRAÇÃO DAS CRIANÇAS.


Enquanto a mãe saía para beber e se drogar, a filha pequena, sozinha e faminta, comia arroz cru para se manter de pé. A fome também castigou outra menina que, de tão acostumada a se alimentar da mesma coisa todos os dias, se assustou ao ver feijões no prato, acreditando serem bichos. Outra garotinha, punida durante os surtos da mãe, era dependurada pelas orelhas em um varal de roupas.


Casos que ilustram um perfil cada vez mais recorrente entre crianças e adolescentes em abrigos da capital, vitimados pelo vício destrutivo dos pais.


Entre eles, o crack, considerado por especialistas a droga mais letal por causa do potencial de dependência, deixa rastros impiedosos nos menores.


“Uma mudança significativa que percebemos nos últimos anos foi o aumento dos casos ligados ao uso de crack, principalmente pelas mães. As consequências são inúmeras, tanto antes quanto depois da gestação, resultando em abandono ou violência”, explica a psicóloga judicial Rosilene Cruz, do Juizado da Infância e da Juventude de Belo Horizonte.


Sem mensuração


Não há como mensurar, exatamente, quantos dos cerca de 700 acolhimentos atuais em BH se encaixam nessa categoria.


Uma análise nos abrigos dá uma ideia do problema. No Lar Frei Leopoldo, na região Oeste de BH, 14 das 15 internas foram vítimas de violência, física ou psicológica, causada pelo uso de drogas.


“Já recebemos uma menina de 3 anos que tinha crises de abstinência porque a mãe, sob efeito de drogas, a alimentava com mamadeiras com bebida alcoólica. Outra nasceu durante um surto da mãe, viciada em crack”, conta a coordenadora técnica da casa, Maria Aparecida Gomes de Souza.


Reflexos


São os “filhos do crack”, que apresentam características comuns. “As crianças têm episódios de surto, gritam com frequência, ao invés de conversar normalmente, e usam vocabulário inapropriado”, explica Maria Aparecida.


“Elas chegam sem regras e vão aprendendo o significado da vida em família aos poucos. É muito gratificante ver essa transformação. O resultado não tem preço”, avalia a coordenadora religiosa do Lar, irmã Nilza Maria Rodrigues.


Aos 8, 11 ou 12 anos, as meninas não têm dúvida sobre o aprendizado mais importante passado pela escola. “Não fumar, não beber e não usar drogas”, afirma a mais nova.



“A gente tem que ser resistente e ter disciplina. O primeiro uso pode levar a outro e mais outro”, completa a segunda garota, demonstrando uma consciência sobre o problema incompatível com a idade que tem.


O recado, que remete a um futuro distinto do que tiveram os pais, é amplamente difundido com práticas de um convívio familiar até então desconhecido. “Quem não usa drogas é mais feliz”, sentencia a mais velha.

DIANTE DESSA SITUAÇÃO E OUTRAS AINDA PIOR NÓS DA UNIVERSAL VAMOS CONSAGRAR NO ULTIMO DOMINGO DO ANO TODAS AS CRIANÇAS.
NA SEDE REGIONAL EM PIRACICABA RUA NILO PEÇANHA, 744, VILA SÔNIA. EM FRENTE AO TERMINAL DE ÔNIBUS. 
OU EM UM TEMPLO DA UNIVERSAL MAIS PRÓXIMO DE VOCÊ.

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